• Caop Saúde Pública

Edição nº 1023 - 3 de outubro de 2018

Edição nº 1023 - 3 de outubro de 2018

Pela transparência no acesso aos dados sobre saúde mental no Brasil.

O superado modelo manicomial de atenção psiquiátrica no Brasil é um dos capítulos mais amargos da história da assistência à saúde. Foi adotado a partir de 1852 com o Hospício Pedro II, no Rio de Janeiro, também chamado de “Palácio dos loucos”. O tratamento era baseado no isolamento, controle e vigilância para afastar o indivíduo das causas da loucura. Os métodos variavam desde práticas persuasivas às tradicionais camisas de força e duchas de água fria1.

Um dos casos mais emblemáticos, do Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, foi documentado no livro de Daniela Arbex, o “Holocausto Brasileiro”. A autora remonta a história dos abusos cometidos no manicômio entre 1903 e 1980, que levaram à morte mais de 60 mil pessoas. Além do tratamento com uso de eletrochoque e outros métodos violentos, os pacientes eram submetidos a condições desumanas: o ambiente era insalubre, passavam fome, sede e frio, dormiam no chão coberto apenas por capim e eram vítimas de abusos sexuais, cometidos até mesmo por funcionários.

A história apenas começou a mudar com o processo de Reforma Psiquiátrica no Brasil, iniciado ao final dos anos 70, pelo movimento antimanicomial que envidou esforços para assegurar direitos aos pacientes psiquiátricos.

De lá para cá muito se avançou, mas ainda é preciso aprimorar as redes de atenção à saúde para promover o cuidado a esse público, especialmente de forma extra-hospitalar.

Com isso em vista, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco divulgou nota pela transparência no acesso aos dados e indicadores fundamentais sobre a saúde mental no Brasil, com o objetivo de que a política pública possa ser conduzida adequadamente e de modo contextualizado (avaliando-se os avanços e desafios) com as necessidades de saúde dos distintos grupos populacionais.

Para o inteiro teor da Nota da Abrasco, clique aqui.

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1Pesquisa Fapesp. Memória. Aos loucos, o hospício. Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/01/16/aos-loucos-o-hospicio/

Prática a ser replicada.

Caravanas com médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, assistentes sociais e técnicos da área da saúde levam ações de promoção, prevenção e assistência à saúde para comunidades rurais do município goiano de Mineiros.
A iniciativa intitulada "Cultivando Saúde" foi apontada pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), como uma referência de práticas bem-sucedidas do SUS e premiada na edição deste ano da mostra Brasil, Aqui Tem SUS.
Para conhecer mais sobre a iniciativa, clique aqui.
 
 
 
 
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