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Edição nº 1025 - 17 de outubro de 2018

Edição nº 1025 - 17 de outubro de 2018

Prevenir é melhor que remediar

Nos últimos anos, alavancado por falsas informações que circulam nas redes sociais, ganhou força no Brasil o chamado movimento antivacina, fazendo despencarem abruptamente os índices de cobertura e aumentando o risco de retorno de doenças já erradicadas.

Convêm observar que a despreocupação com a prevenção por parte da população, acarreta maiores gastos com a assistência, no já tão enxuto orçamento da saúde.

Em 2017, os dados revelam que o índice de cobertura entre bebês e crianças foi o mais baixo nos últimos 16 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, nenhuma das vacinas indicadas para menores de um ano de idade alcançou a meta de imunização, que é de 95%. A redução da cobertura atingiu os imunizantes contra a poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, difteria, varicela, rotavírus e meningite1.

Como resultante da baixa imunização, Roraima e Amazonas já estão enfrentando surtos de sarampo. No último boletim epidemiológico, de 12 de setembro, foram contabilizados 1.673 casos confirmados (1.326 no Amazonas e 301 em Roraima), 8 óbitos (4 em cada um dos estados), além de 7.812 em investigação. Há registros da enfermidade, também, nos estados de São Paulo (2), Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (18), Rondônia (2), Pernambuco (4) e Pará (2)2.

Para combater o reaparecimento de doenças e incrementar os índices de cobertura vacinal, o estado do Paraná editou a Lei nº 19.534, de 4 de junho de 2018, que obriga os alunos com idade de até 18 anos a apresentarem a Carteira de Vacinação no ato da matrícula escolar. A regra vale para instituições de ensino da rede pública e privada que oferecem educação infantil, ensino fundamental e ensino médio

Pela Lei, a não apresentação do documento ou a constatação da falta de alguma das vacinas consideradas obrigatórias não impossibilitará a matrícula, porém a situação deverá ser regularizada em um prazo máximo de trinta dias, pelo responsável, sob pena de comunicação imediata ao Conselho Tutelar para providências. Para a íntegra da Lei, clique aqui.

 

Para saber mais, consulte:

i) Programa Nacional de Imunização – PNI, do Ministério da Saúde.

ii) Campanha do Ministério da Saúde – Entenda por que a vacinação evita doenças e salva vidas.

iii) Programa Estadual de Imunização – Paraná.

 

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1Estadão. Doenças erradicadas podem voltar por falta de vacinação. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,doencas-erradicadas-podem-voltar-por-falta-de-vacinacao,70002357899

2Ministério da Saúde. Disponível em: http://portalms.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/44365-ministerio-da-saude-atualiza-casos-de-sarampo-6

Crédito pela foto: FiocruzImagens

 

 
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