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Edição nº 1038 - 6 de fevereiro de 2019

Edição nº 1038 - 6 de fevereiro de 2019

A psicanálise está na rua.

Desde julho de 2017, em iniciativa elogiável, cadeiras de praia na Praça Franklin Roosevelt, no centro de São Paulo, são transformadas em “divãs”. O chamado “Coletivo da Psicanálise” é um projeto sem fins lucrativos que conta com 17 profissionais que, aos sábados, das 11h00 às 15h00, atendem gratuitamente aos que por ali passam. Em dias de chuva ou sol muito intenso, as sessões ocorrem no Espaço Parlapatões, na mesma praça.

Na dinâmica, basta o interessado pelo atendimento se aproximar, colocar o nome em um caderninho e esperar ser chamado. Em média, no dia, são realizados de 20 a 30 atendimentos.

Os profissionais, na maioria jovens com sólida formação acadêmica – formados nas melhores instituições de São Paulo – contam com o apoio de moradores do entorno que, por exemplo, os auxiliam guardando as cadeiras no prédio que fica em frente à marquise onde se dão os atendimentos.

Para Vera Iaconelli, doutora em psicologia da USP e colunista da Folha de São Paulo (em artigo datado de 22.1.2019, de onde se extrai a presente matéria), “eles não são a solução para o problema da saúde mental no Brasil, mas são um modelo de atuação solidária e coletiva no espaço público, que tanto nos faz falta hoje. No meio de um verão de temperatura sufocante e ar irrespirável, surgem como uma lufada de frescor. Pode por meu nome na lista”.

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