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Edição nº 1110 - 20 de janeiro de 2021

Edição nº 1110 - 20 de janeiro de 2021

Abrace a vacina

Com objetivo de publicizar informações sobre a segurança e a eficácia do imunizante para a Covid-19, incentivando, assim, a população à vacinação, foi lançada, em 18/1/2021, a campanha “Abrace a Vacina”. Promovida pelo Fórum pela Democracia e pela Frente pela Vida, o movimento conta com a adesão de diversas entidades, como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), o Instituto de Direito Sanitário Aplicado (IDISA), o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dentre outras.

No mesmo sentido, o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e a Associação Médica Brasileira (AMB) divulgaram, por meio de nota, total apoio à vacinação contra a doença causada pelo Sars-Cov-2.

O CRM, ao avaliar a segurança e a eficácia dos imunizantes, e após a aprovação pela ANVISA, que seguiu critérios técnicos reconhecidos, se posicionou a favor da imunização: “os resultados divulgados apontam taxas de eficácia que torna possível a redução do número de casos de Covid-19 de maneira geral e, em particular, em relação às formas graves da doença. A imunização de grande parcela da população é fundamental para que haja redução significativa da circulação do vírus e, consequentemente, da transmissão. Assim, espera-se controlar o avanço da pandemia e permitir a retomada plena das atividades econômicas e das relações em sociedade, tão logo grande parte da população esteja vacinada”.

A SBI explicitou ter acompanhado e analisado os resultados do estudo clínico do imunizante do Instituto Butantan, bem como os dados divulgados das demais vacinas disponíveis. Afirmou que a busca de imunizantes foca, no momento, em controle de sintomas: "com o tempo, poderemos focar na busca de imunidade que proteja da infecção. Nenhum dos estudos atuais está medindo isso, mas certamente essa preocupação virá logo depois de controlar a doença e reduzir as hospitalizações. A vacina do Instituto Butantan diminui 50% a chance de qualquer pessoa ter qualquer sintoma leve, e 78% de mais sintomas. Não houve vacinados internados. Isso é um resultado muito bom, como é o da vacina Oxford".

A AMB, por sua vez, declarou que, “uma vez autorizadas ou aprovadas pela ANVISA, as vacinas poderão e têm de ser oferecidas aos brasileiros com segurança e eficácia”, e que “vivemos um momento de demasiada desinformação, desserviço e fake news. É relevante conscientizarmos a população brasileira da importância fundamental das vacinas para controle das mais diversas doenças infecciosas, entre as quais a COVID-19”.

Para ler a respeito, acesse:

Campanha Abrace a Vacina

Esclarecimento do CFM sobre a Covid-19

Nota da SBI

Nota da AMB

Linha do tempo

A 1ª edição de 2021 do Boletim Observatório Covid-19 da Fiocruz apresenta uma retrospectiva da pandemia no Brasil, cujo marco epidemiológico inicial foi o dia 26 de fevereiro (semana epidemiológica 9), com a confirmação do primeiro paciente infectado pela doença. O balanço foi encerrado em 2 de janeiro de 2021 (semana epidemiológica 53) com o registro de infelizes 7.714.819 casos e 195.742 óbitos provocados pelo vírus Sars-Cov-2.

Os dados evidenciaram a grande importância do Sistema Único de Saúde para o acesso à saúde, em especial em relação às populações mais empobrecidas. Também trouxe à tona a grande desigualdade econômica do país (que ocupa uma das dez primeiras posições nesse indicador), desafio que precisa ser superado para assegurar equidade e mais qualidade de vida à população.

A publicação é um retrato das dificuldades enfrentadas e a evolução dos marcadores sobre a doença. A sua leitura é altamente recomendada (clique aqui para acessar)

 
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