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Correio da Saúde - Informe nº 589 - 18/02/2010

 

CORREIO DA SAÚDE

 

MEDICINA ORTOMOLECULAR E BIOMOLECULAR

Tem crescido a divulgação e o uso de novas terapias que utilizam substâncias que buscam o equilíbrio celular, mesmo que nem todas apresentem suficiente comprovação científica.

Da diabetes tipo II à síndrome do cólon irritável, passando pela insônia, candidíase de repetição e doenças auto-imunes. Se se preferir, pode-se acrescentar à lista o estresse e a osteoporose. Para quase tudo a medicina ortomolecular pretende entregar respostas satisfatórias. Não é pouca façanha.

Atrizes famosas, figuras conhecidas, e outros que aspiram sê-lo, são mencionados como exemplos de sucesso.

Congelar o declínio do corpo humano não é fácil.

Por isso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu a Resolução nº 1.938/10, que definiu limites e critérios para a prescrição de fórmulas e procedimentos adotados na denominada medicina ortomolecular e biomolecular.

A prática ortomolecular deve pressupor o emprego de técnicas que possam avaliar que nutrientes (vitaminas, ácidos graxos ou aminoácidos) estejam, eventualmente, em falta ou excesso no organismo humano.

Porém, devem ser banidos tratamentos em que não existe comprovação científica adequada. Está vedado o uso em medicina de alguns procedimentos ortomoleculares e biomoleculares que utilizem:

i) o EDTA (ácido etilodiaminotetracético) e a procaína como terapia antienvelhecivemento, anticâncer, antiarteriosclerose ou voltadas para patologias crônicas degenerativas;

ii) antioxidantes que interfiram no mecanismo de ação da quimioterapia e da radioterapia no tratamento de pacientes com câncer;

iii) análise de tecido capilar fora do contexto de diagnóstico de contaminação /ou intoxicação por metais tóxicos.

 

Existem, ainda, outras práticas, proibidas, que podem ser consultadas no ato do CFM.
[clique aqui]

A atual regulamentação substitui a anterior, prevista na Res. CFM nº 1500/98.

 

Matérias relacionadas: (link interno)
»  Correios da Saúde (índice)

Referências: (links externos)
»  Resolução CFM Nº 1.938/2010 - 14/01/2010 (Portal Médico)
»  Resolução CFM Nº 1.500/1998 - 03/09/1998 (Portal Médico)

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