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Correio da Saúde - Informe nº 594 - 09/03/2010

CORREIO DA SAÚDE

 

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O jornal espanhol El País, na edição de 17 de fevereiro de 2010, publicou a reportagem "A demanda para a gripe dá asas às farmácias na internet", abordando a crescente falsificação de medicamentos na União Européia. Segundo estimativas feitas, nas compras on line de produtos farmacêuticos, a contrafação gira entre 50% e 90%.

Em 2005, foram apreendidas aproximadamente 560 mil embalagens de remédios e em 2009 4 milhões. Posteriormente, em virtude da pandemia do vírus H1N1 e do receio das pessoas de que não haveria tratamentos disponíveis para todos, o fármaco Tamiflu foi um dos mais falsificados. Segundo a pesquisa, os motivos alegados pelos compradores foram o preço mais barato, a possibilidade de aquisição sem receita médica e o fato de a compra ser mais prática e rápida do que nas vias convencionais.

A OMS estima que, para o ano de 2010, a venda de medicamentos falsificados alcançará a cifra de 55 milhões de euros. Somente na Espanha, que tem a maior oferta pública de medicamentos (80% da oferta ordinária e 100% dos dispensados em hospitais), circularão €1,5 milhão destes medicamentos anualmente.

Acentua a matéria que em pesquisa realizada entre outubro e novembro de 2009, os medicamentos mais comercializados foram os destinados ao tratamento para gripe, seguidos pelos emagrecedores, terapêuticos para tabagismo, dor crônica e tratamentos para impotência.

Quanto aos países em que a prática mais ocorre, apurou-se que nos mais ricos o consumo de medicamentos falsos é de cerca de 1%, contra aproximadamente 50% nos mais pobres.

Clique aqui para ler a notícia integral.

 

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Referência: (link externo)
La demanda de antigripales da alas a las farmacias ilegales en Internet (EL PAÍS.com) [espanhol]

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