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Correio da Saúde - Informe nº 627 - 27/07/2010

CORREIO DA SAÚDE

 

QUEM GANHA E QUEM NÃO GANHA

"Ações por remédios caros favorecem ricos" é a matéria que ilustra o caderno Cotidiano da Folha de São Paulo, de 24/7/10. Pesquisa realizada pelo professor da Universidade de Warwick-UK, Octavio Luiz Mota Ferraz, afirma que o crescente número de ações judiciais para a aquisição de medicamentos aumenta as desigualdades do sistema de saúde brasileiro.

O trabalho, publicado na revista da "Harward School of Public Health" dos EUA, parte de duas evidências: i) pessoas com maior poder aquisitivo conseguem medicamentos através de ações judiciais; e, ii) Estados com melhor IDH concentram quase 75% dessas ações, não obstante representem 45% da população.

Segundo o autor: "A judicialização garante a poucos, aos que têm acesso mais fácil ao Judiciário, benefícios que o Estado não pode dar a toda a população, já que os recursos são necessariamente escassos". E arremata: "Como a taxa de sucesso dessas ações é altíssima, o privilégio dos que buscam os tribunais não é baseado em nenhuma concepção de justiça, mas exclusivamente na habilidade de recorrer ao judiciário – algo que os mais pobres e necessitados não possuem".

Entre 2003 e 2009, a União Federal respondeu mais de 5.300 demandas, gastando quase 160 milhões de reais. Em 2009, 73,16 milhões foram destinados exclusivamente para a aquisição de 35 drogas importadas.

Clique aqui para ler a matéria.

 

Matérias relacionadas: (link interno)
»  Correios da Saúde (índice)

Referências: (links externos)
»  Ações por remédios caros favorecem ricos, diz estudo (Notícia - Folha Online)
»  Folha de São Paulo (Folha Online)

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