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Correio da Saúde - Informe nº 668 - 17/02/2011

 

CORREIO DA SAÚDE

 

UM NOVO PARTIDO

Como diminuir o espaço político do SUS e aumentar o apoio estatal aos planos de saúde? A receita é antiga, mas os planos de saúde trataram de colocá-la em prática: os mais de R$ 12 milhões doados para campanhas eleitorais aumentaram a bancada da saúde suplementar no Congresso Nacional em 10 deputados, alcançando agora o número de 38 parlamentares, e assim superando alguns partidos tradicionais como PSB, PDT e PTB.

Tema da reportagem da Agência O Globo (Lobby no Congresso), do dia 13/02/2011, os números divulgados fazem parte do estudo "Representação política e interesses particulares na saúde: o caso do financiamento de campanhas eleitorais pelas empresas de planos de saúde no Brasil", elaborado pelos pesquisadores Mário Scheffer (USP) e Lígia Bahia (UFRJ).

Sejam do governo ou da oposição, os parlamentares da bancada atuariam em votações específicas, não tanto para influenciar a elaboração de leis, mas antes para evitar que regras que prejudiquem os planos de saúde sejam aprovadas.

Há um projeto de lei que tenta obrigar as operadoras de planos de saúde a justificar por escrito a recusa em realizar procedimentos, exames, internações e outras condutas? A posição da bancada é contrária à sua aprovação. E o projeto que inclui na assistência oferecida pelos planos de saúde a obrigatoriedade de ações de prevenção e de tratamento de doenças que ponham em risco o crescimento e o desenvolvimento de crianças e de adolescentes? Mais uma vez, há o veto daqueles parlamentares.

 

Clique aqui para acessar a íntegra da matéria.

 

Matérias relacionadas: (link interno)
»  Correios da Saúde (índice)

Referências: (links externos)
»  Bancada dos planos de saúde cresce e reúne 38 deputados e 5 senadores (O Globo - 13/02/2011)
»  Planos de saúde doaram R$ 12 mi para campanhas (Diário do Nordeste - 13/02/2011)

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