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Correio da Saúde - Informe nº 730 - 14/03/2012



Edição nº 730 | Curitiba, 14 de março de 2012

OPINIÃO"No Brasil, a bioética e a relação médico-paciente não fazem parte do escopo do Direito Sanitário. E nossa abordagem de Direito Sanitário, abarcando políticas públicas de saúde, não faz parte do Direito Sanitário de outros países" (Maria Célia Delduque, Revista RADIS, nº 111, nov. 11 p. 17).
MONITORANDO A DENGUEUm dos principais fatores de êxito no combate à dengue é a rigorosa observância das obrigações que os gestores municipais detêm em relação às ações de prevenção, destacando-se, entre elas, uma eficiente distribuição dos agentes de controle de endemia.

Ultimamente, vê-se a existência de falhas recorrentes em alguns municípios do Paraná, que revelam deficiência de recursos humanos para controle do vetor, justamente pela não contratação de agentes de controle de endemia ou pelo desvio de finalidade no emprego de mão-de-obra desses servidores (que, por vezes, encontram-se exercendo funções diversas das quais foram contratados).

O Centro de Apoio Operacional de Proteção à Saúde tem recebido notícias decorrentes de tais incongruências. Foram elaboradas propostas de recomendações administrativas, dirigidas aos Promotores de Justiça, para a adequada execução das ações de vigilância epidemiológica e controle do vetor da dengue. Os textos estão disponíveis em nossa página e poderão também ser utilizadas em se observando situações similares em sua comarca.

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(Foto CAO Saúde: Sala de Situação Dengue-SESA PR, em 12/3/12)




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EMBAIXO DO TAPETE

Falando sobre a tendência da pouca divulgação das taxas de suicídio no Brasil, o psiquiatra e professor Nery José Botega, da Unicamp, afirma que o comportamento autoagressivo é encarado como tabu, mas vem crescendo em todo o mundo, especialmente no gênero masculino, entre adolescentes e adultos.

O coeficiente de suicídios no Brasil é de cinco mortes para cada 100 mil, cabendo-nos, no total de óbitos, o 11º lugar na classificação mundial. Quem mais corre risco de se suicidar no nosso país são os indígenas, agricultores e policiais. Segundo ele, são necessárias estratégias de prevenção, especialmente para a população mais vulnerável, uma vez que a chance de quem já tentou o suicídio de efetivamente dar fim à vida é 100 vezes maior.

Fonte: Revista Radis, nº 114, fev/2012, pág. 14 [clique aqui]


MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
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