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Correio da Saúde - Informe nº 766 - 11/01/2013

Edição nº 766 | Curitiba, 10 de janeiro de 2013

saúde: com quantos recursos contaremos em 2013?

O orçamento para as ações e serviços públicos de saúde de Curitiba, para o exercício de 2013, será de R$ 1.135.188.000,00

Já em relação ao Paraná, os recursos são da ordem de R$ 3.225.466.620,00, destinados ao fundo estadual de Saúde.

Clique aqui e aqui para visualizar as respectivas Leis Orçamentárias.

o melhor controle de qualidade

A Carta SUS, instrumento de comunicação direta entre a gestão pública e o cidadão, traz dados do usuário, a data de entrada na unidade de saúde, o dia da alta médica, o motivo da internação e o valor pago pelo SUS pelo tratamento. Isso proporciona conferir se as informações estão corretas e se correspondem ao serviço e custo do atendimento prestado.

Para se ter uma idéia, no ano de 2012, foram encaminhadas pelo MS cerca de 10,1 milhões de correspondências, sendo 729.491 apenas no Paraná.

vingança?

Atendendo a pedido formulado pelo MPF da Bahia, a Justiça Federal de Barreiras determinou que aquele município restabelecesse os contratos firmados com os profissionais de saúde dispensados após o resultado das últimas eleições e efetuasse o imediato pagamento dos salários de todos os profissionais da área.

As irregularidades noticiadas decorreram de a então prefeita municipal demitir os profissionais da área logo após o resultado desfavorável no pleito de 2012, em que não lograra sua reeleição ao cargo.

A demissão resultou na restrição severa de serviços de saúde, os quais adicionalmente foram prejudicados com a deflagração de greve dos servidores, devido ao atraso do pagamento dos salários.

Sobre o tema, e antevendo situações de prejuízo às ações de saúde pública por conta de frustrações eleitorais de gestores municipais, ainda em 17 de outubro de 2012 o CAO encaminhou ofício circular a respeito, com modelo de recomendação administrativa para a correção de eventuais desvios no mesmo sentido.

Clique aqui para ler a decisão.


atenção: falhas comuns em hospitais

  • Identificação: Em muitos hospitais, a frequência de erros na identificação do paciente chega a 40%. O costume de escrever apenas o primeiro nome e o último sobrenome do paciente (sem data de nascimento ou nome da mãe) provoca erros graves - como a administração de medicamentos aos pacientes errados.
  • Quedas: Um dos problemas mais comuns é o alto índice de quedas de pacientes. Quando estäo fracos ou sob efeito parcial de anestésicos, uma simples tentativa de descer da cama pode provocar danos graves, como fraturas ou mesmo a morte. Muitos hospitais não adotam medidas para reduzir esse risco.
  • Enfermagem: Em muitos hospitais, o número de profissionais é insuficiente. Há UTIs de 20 leitos com apenas um enfermeiro. O correto é ter um para até oito pacientes. Muitas equipes (incluindo os técnicos e auxiliares) não têm qualificação para desenvolver um trabalho seguro.
  • Estrutura: Em boa parte dos hospitais, a estrutura física é inadequada e a fiscalização insuficiente. A lei diz que a água usada na hemodiálise deve passar por filtros especiais. Muitos hospitais usam filtro comum. Isso pode causar infecção e agravar as dificuldades de filtragem dos rins.
  • Segurança: Os avaliadores encontram hidrantes que não funcionam e extintores de incêndio nunca fiscalizados pelo Corpo de Bombeiros. Faltam geradores e não há cuidado com os resíduos hospitalares. Em muitos hospitais, há coletores de material infectante nos quartos. Depois de recolhidos, são misturados ao lixo comum.
(fonte: Revista Época, 26/11/12, pág. 102). 

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ

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