• Caop Saúde Pública

Correio da Saúde - Informe nº 824

Edição nº 824 | Curitiba, 29 de maio de 2014

esquizofrenia

Estima-se que 1% da população mundial tenha esquizofrenia, doença mental frequentemente entendida como uma sentença de comprometimento da vida em sociedade, não obstante a ciência demonstre ampla possibilidade de remissão de sintomas e reabilitação de pacientes. Em países desenvolvidos, os recursos gastos no seu tratamento são maiores do que os destinados ao tratamento de todos os tipos de câncer somados, por exemplo.

Em artigo que foi publicado na FSP, de 18/5/14, p. A3, o médico Rodrigo Bressan, professor coordenador do Programa de Esquizofrenia da USP, explica que as políticas de saúde mental implementadas são pautadas em ideologias da década de 70 e não incorporam os avanços das neurociências.

Uma avaliação feita em CAPS da região metropolitana de São Paulo constatou que 30% dos pacientes com esquizofrenia são refratários ao tratamento (não respondem positivamente à medicação), razão pela qual considera-se fundamental que o tratamento seja de longo prazo, tanto na reabilitação quanto na prevenção.

Leia mais aqui.

custos médico-hospitalares

Uma pesquisa do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar - Iess, aponta que a diferença entre os índices oficiais de inflação e os custos médico-hospitalares ocorre na maioria dos países.

Nos EUA, em 2012, por exemplo, enquanto a inflação subiu 2%, os custos médicos avançaram 11,8%. No Brasil, a diferença ficou em 6,6 pontos percentuais. As razões principais são a grande incorporação tecnológica na saúde e o envelhecimento populacional, fatores que aumentam tanto a frequência de utilização quanto o preço dos serviços e, consequentemente, dos custos em um ritmo maior do que a inflação geral.

A ANS (Agência Nacional de Saúde), que determina o reajuste dos planos de saúde individuais, costuma fixar o aumento dos preços em um patamar acima da inflação, mas aquém dos custos, o que enseja a alegação de prejuízo para as operadoras.

Aponta-se como solução a adoção de um sistema semelhante ao inglês, no qual o governo estuda os custos e os benefícios de uma nova tecnologia, decidindo se esta será ou não implementada.

Leia aqui a íntegra da pesquisa.

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ

Recomendar esta página via e-mail:
Captcha Image Carregar outra imagem