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Correio da Saúde - Informe nº 835

Edição nº 835 | Curitiba, 12 de setembro

homicídio como problema de saúde

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria dos municípios brasileiros, com população acima de 10 mil habitantes, registra taxa de homicídios em nível epidêmico, ou seja, mais de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes. Dos 3058 municípios pesquisados, 1932 (63%) se enquadram nessa situação.

Em 2012, ano do último levantamento, 56.325 brasileiros foram vítimas de homicídio, resultando numa média de 154 mortes por dia.

Fontes: New York Times e Mapa da Violência.

o sus pelo tcu

O Tribunal de Contas da União realizou um levantamento no sistema de saúde do Brasil, abrangendo dados operacionais e técnicos da gestão sanitária em todas as regiões do país.

Estruturado em tópicos, com destaque para os dados financeiros, como a análise da execução orçamentária, dos blocos de financiamento, além dos percentuais da aplicação em ações e serviços de saúde, o apanhado retrata diagnóstico bastante atualizado [até dez/2013] da gestão do SUS.

Aborda, por exemplo, a assistência hospitalar, através de trabalho de campo como visitas a instituições e entrevistas com seus responsáveis e com representantes de secretarias municipais e estaduais de saúde e a participação de representantes dos Ministérios Públicos Federal e Estaduais, Defensorias Públicas e conselhos profissionais.

Através de inspeção em 116 hospitais públicos, que concentram aproximadamente 27.614 leitos (8,6% do total de leitos na rede pública), constatou-se que 64% apresentam taxa de ocupação maior que a capacidade, 81% possuem déficit no quadro de profissionais e 63% sofrem com a constante falta ao trabalho dos profissionais.

Em uma outra verificação importante, verificou-se que o Brasil apresenta uma grande proporção de partos cesáreos, inclusive no âmbito do SUS, crescendo de 24% em 2000 para 40% em 2012.

Indicadores favoráveis também foram identificados no SUS, como a redução da taxa de mortalidade infantil de 48,8 para 15,0 óbitos por 1.000 nascidos vivos, a cobertura de vacinação infantil próxima a 100%, o crescimento significativo da expectativa de vida, de 44,9 anos, em 1940, para 74,08 anos, em 2011, e o incremento de 70% de recursos financeiros da atenção básica, com o aporte de R$ 18,2 bilhões de reais transferidos diretamente aos municípios, no ano de 2013.

Continue a ler o relatório.

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ

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