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Correio da Saúde - Informe nº 841

Edição nº 841 | Curitiba, 5 de novembro de 2014

sistema público e gastos privados

O Brasil realizou, em 2011, um dos menores gastos públicos com a saúde em relação ao percentual do produto interno bruto (PIB), quando comparado aos países da OCDE (7,6%). A despesa total com saúde no Brasil é de 444,8 bilhões de reais, o que equivale a 9,2% do PIB. Deste total, 4,1% (169 bi) é do Sistema Único de Saúde e 5,1% (247 bi) é do sistema privado.

O aumento da demanda por serviços de saúde deve se intensificar nos próximos anos, com a melhora de acesso aos serviços, o envelhecimento da população e o crescimento do número de beneficiários de planos de saúde, além de situações como a rápida evolução epidemiológica, econômica e social do país.

Esses e outros dados fazem parte da publicação “Livro Branco: Brasil Saúde 2015 - Sustentabilidade do Sistema de Saúde Brasileiro", da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp).

Leia o material.


como nascemos

A pesquisa "Nascer no Brasil", da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), mostra que a cesariana, que deveria ser utilizada apenas para situação de risco, é o meio mais utilizado na hora do parto, estando fora dos padrões recomendados pelas evidências científicas.

Os índices brasileiros estão longe daqueles registrados pelos países desenvolvidos: do total de partos no Brasil, entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012, 52% foram cesarianas. No setor privado, que atende, em sua maioria, mulheres com mais escolaridade e maior poder aquisitivo, os índices chegam a 88% dos nascimentos.

O percentual total continua muito acima dos 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para prevenir morbidade e mortalidade materna e neonatal. A tendência de crescimento é contrária ao observado em países como Suécia e Hungria (menos de 20%) e Portugal (35%), que se empenham em reduzir o número de cesáreas.

Pouco mais da metade (57%) das mulheres que desejavam ter parto normal alcançaram esse objetivo: 63% no setor público e apenas 21% no privado. Das mulheres que desejaram a cesariana, 73% tiveram esse parto, sendo que esse percentual foi de 97% no setor privado.

Veja os gráficos.

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ

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