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Correio da Saúde - Informe nº 877

Edição nº 877 | Curitiba, 31 de julho de 2015

Cartão-ponto

No dia 30 de julho, ontem, a Folha de São Paulo publicou matéria intitulada "médicos fantasmas", relatando casos de servidores da saúde, notadamente médicos, do DF, Paraná, São Paulo e Santa Catarina, que fraudavam os controles de frequência, deixando de cumprir os horários regulares de trabalho em instituições e unidades de atendimento do Sistema Único de Saúde.

O trabalho de investigação e apuração dos casos provém de diveros órgãos de controle e fiscalização, como o MP, TCU e CGU.

Constatou-se que vários profissionais, via de regra, a despeito de estarem vinculados a unidades do SUS, na prática atendiam em clínicas e consultórios particulares. No caso do HC de Curitiba, por exemplo, a frequência média dos servidores era de apenas 7% da carga horária.

O problema das fraudes é apontado como importante causa de filas e demora nos atendimentos no sistema.

Outros achados raiam o absurdo, como o de um médico que estava em viagem à Europa no mesmo dia em que constava seu registro de ponto, ou de outro que registrou 169 horas em uma semana, fato impossível mesmo que tivesse trabalhado 24 horas por dia, durante toda a semana.

Ponto comum em todas as situações apuradas é o sistema de controle de presenças, falho em mais da metade das unidades, onde ainda não é eletrônico.

O MP PR, a esse propósito, em várias Promotorias, tem determinado providências em face dessa situação no interior do Estado.

Leia a matéria na íntegra.


Reconhecimento à Mulher Negra

Como forma de homenagear as mulheres negras pelo trabalho que desempenham junto às unidades do Sistema Único de Saúde, a Prefeitura de Porto Alegre promoveu exposição de retratos intitulada Mulheres Negras que fazem a Diferença no SUS.

São fotografias de 23 mulheres (entre trabalhadoras, conselheiras e usuárias) partícipes da construção da equidade, igualdade e integralidade do SUS.

Questões como morte materna, infantil e de jovens negros e doenças como epidemia de Aids e tuberculose apresentam os piores dados com a população negra, em especial as mulheres – explica Elaine Oliveira Soares, coordenadora da Área Técnica de Saúde da População Negra, ressaltando a atuação dessas mulheres nessas situações.

Elas foram expostas no salão nobre do Paço Municipal da cidade.

Veja mais aqui.

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ

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