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Correio da Saúde - Informe nº 889

Edição nº 889 | Curitiba, 21 de outubro de 2015

O que os brasileiros pensam da saúde?

A saúde no Brasil é considerada péssima, ruim ou regular para 93% da população. Entre os usuários do SUS, 87% dos entrevistados avaliam negativamente os serviços ofertados, sendo que aproximadamente 20% atribuem nota zero tanto para a saúde no país, como para o SUS.

Esses dados são da segunda edição da pesquisa realizada pelo Instituto Data Folha, a pedido do Conselho Federal de Medicina sobre o atendimento na área da saúde. A pesquisa teve abrangência nacional, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior. Composta por um questionário estruturado que, entre outros pontos, avaliou a percepção acerca do acesso, utilização e qualidade dos serviços oferecidos pelos SUS, foi respondida por homens e mulheres com idade superior a 16 anos.

Os dados obtidos revelam que a saúde no Brasil é apontada por 43% dos entrevistados como tema que deveria ser tratado como prioridade pelo Governo Federal, bem a frente de áreas como a educação (27%) e combate a corrupção (10%).

A pesquisa também indicou que 86% dos entrevistados disseram que o SUS é um sistema constantemente acionado pela população, seja diretamente ou por alguém da família. Entretanto, a resolutividade cai pela metade à medida que o nível de complexidade dos procedimentos solicitados aumenta.

Os serviços mais procurados e mais utilizados nos dois últimos anos foram o atendimento nos postos de saúde e as consultas médicas, sendo que entre os dez serviços estudados, mais da metade dos entrevistados que buscou a rede pública relatou ser difícil ou muito difícil conseguir o procedimento pretendido, especialmente as cirurgias (63%).

Também tiveram avaliação crítica os serviços de atendimento domiciliar e procedimentos de maior complexidade (diálise, radioterapia, quimioterapia, entre outros) por metade daqueles ouvidos.

As consultas com médicos, os exames de laboratório, as internações hospitalares, as consultas com não médicos, os procedimentos de média e alta complexidade, a distribuição de remédios gratuitos e o atendimento domiciliar, aparecem com índices negativos de 60% a 50%, em ordem decrescente.

Parcela significativa dos brasileiros indagados atribui a percepção ruim sobre os serviços do SUS à ausência de medidas que assegurem o bom funcionamento da rede pública. Para a maioria (77%) o governo tem falhado na gestão dos recursos da saúde pública, já para 53%, o SUS não tem recursos suficientes para atender bem a todos, de forma equânime. Entretanto, é bem alta a parcela que pensa que os médicos precisam de estrutura para trabalhar (93%) e que merecem ser valorizados (86%).

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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ

 

 

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