• Caop Saúde Pública

Correio da Saúde - Informe nº 909

Informe nº 909 | Curitiba, 20 de maio de 2016 - Reenvio com correção

O que há de novo no "front"

O novo Ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao ser questionado sobre direito universal à saúde pública, afirmou que a CF só elenca direitos aos cidadãos e não traz deveres e, nesta perspectiva, não é possível “sustentar o nível de direitos que a Constituição determina”, sendo necessária uma repactuação. Barros ainda culpou a judicialização que encarece os planos de saúde (ao incluir novos procedimentos na cobertura) e defendeu que mais pessoas possam ter acesso aos planos privados, aliviando o custo para o governo1.

As declarações do Ministro reverberaram negativamente no meio sanitário e, também, nas redes sociais, ao ponto de algumas entidades ligadas ao SUS, como ABRASCO, CEBES e COSEMS/SP, divulgarem nota de repúdio, em defesa ao direito universal à saúde (acesse aqui).

A grande repercussão e mobilização de instituições e de vários setores sociais o levou a rever, em parte, o seu posicionamento no dia seguinte. Em suas palavras: “o SUS está estabelecido, estamos atendendo o máximo de pessoas possíveis, com o maior número de procedimentos que podemos autorizar e remédios, mas evidentemente que isso é insuficiente para a proposta constitucional do SUS, que é saúde universal para todos”2.

Veja o que disse e o que desdisse o titular da pasta (clique na imagem para ampliar):

1 Matéria publicada na Folha de São Paulo de 17/05/2016.
2 Matéria publicada na Folha de São Paulo de 18/05/2016.
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
Clique aqui se não deseja receber mais o Correio da Saúde. Pesquise outras edições do Correio aqui.
Recomendar esta página via e-mail:
Captcha Image Carregar outra imagem