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Edição nº 1141 - 4 de agosto de 2021

Edição nº 1141 - 4 de agosto de 2021

Fiocruz: o indesejável registro de 500 mil mortes no Brasil e o desempenho do SUS durante a pandemia

O panorama geral do cenário epidemiológico e o marco de 500 mil mortes pelo vírus Sars-Cov-2 no Brasil foi retratado na edição extraordinária do Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiorcruz).

O estudo aponta os principais motivos pelo qual o país se transformou em um dos epicentros da doença, bem como traz informações sobre a transmissão comunitária de Covid-19; casos e óbitos pela enfermidade; perfil demográfico da infecção humana pelo vírus; mortalidade materna; avanço da vacinação, a distribuição de imunizante e dados sobre a ocupação de leitos de UTI e as medidas adotadas no enfrentamento da pandemia.

Merece especial menção o título "Balanço das ações do setor da saúde", que avaliou a performance do SUS no combate à epidemia. Segundo os pesquisadores, embora, no geral, o SUS tenha mostrado "certa resiliência, com capacidade de se adaptar e responder à demanda, em especial em relação à necessidade de internação em UTIs", "dada a falta de coordenação nacional e de articulação entre as esferas de gestão, a precariedade estrutural por anos de subfinanciamento e a instabilidade gerada pelas sucessivas mudanças de comando no Ministério da Saúde, o SUS não foi acionado em todo o seu potencial para fazer frente à pandemia".

O resultado da fatura é que "o desempenho do sistema de saúde foi desigual e vimos que estados e municípios, de forma isolada, não conseguiram dar respostas sustentáveis, em especial pela infraestrutura, insumos e recursos humanos insuficientes. Pode-se afirmar que as desigualdades já existentes permaneceram ou foram aprofundadas, o que pode ser exemplificado pelas situações em que houve necessidade de transferência de pacientes entre municípios e estados e remanejamento de profissionais, de equipamentos e de insumos, numa intensidade maior do que a esperada”.

Destacou-se o foco voltado ao tratamento da doença já instalada, ou seja, na Atenção Hospitalar, ao passo que a Atenção Primária à Saúde, que poderia cumprir um importante papel na prevenção e promoção à saúde, foi esquecida.

Leia a publicação: - Parte 1 e - Parte 2

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Crédito pela imagem: capa do Boletim Observatório Covid-19 (reprodução/G1)

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