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Edição nº 1154 - 10 de novembro de 2021

Edição nº 1154 - 10 de novembro de 2021

 

Classificação Variantes SARS-CoV-2

Todos os vírus acabam inevitavelmente se modificando com o tempo, e não é diferente com o SARS-CoV-2. As novas variantes são classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) considerando o grau de impacto na saúde pública, o agravamento que provoca (propagação da doença ou na própria enfermidade) e o desempenho das vacinas e medicamentos em face dessas novas cepas.

A OMS monitora a evolução do SARS-Cov-2 desde janeiro de 2020 e no final do mesmo ano propôs a classificação das cepas em: Variantes de Interesse (VOIs) e Variantes de Preocupação (VOCs). A classificação auxilia no monitoramento global da doença e na eficácia das respostas à crise causada pela emergência sanitária.

Até o momento, segundo a OMS, as estratégias e medidas recomendas (incluindo as de prevenção e controle de infecção – IPC) continuam a funcionar contra o novo coronavírus. Segundo a Organização: “as autoridades também são incentivadas a fortalecer as capacidades de vigilância e sequenciamento e a aplicar uma abordagem sistemática para fornecer uma indicação representativa da extensão da transmissão das variantes do SARS-CoV-2 com base no contexto local e para detectar eventos epidemiológicos incomuns”.

Para além da classificação técnica das variantes, a OMS propôs nomenclatura para padronizar a comunicação global e facilitar o processo de divulgação de informações à população e, para isso, adotou o alfabeto grego.

Em razão dos constantes estudos e avaliação dos impactos das variantes, a OMS ajusta periodicamente a classificação. No último ajuste realizado em outubro de 2021, a entidade diminuiu a quantidade de variantes classificadas como de interesse (VOI) e criou um subgrupo denominado Variantes Sob Monitoramento (Variants Under Monitoring – VUM). Assim estão as variantes distribuídas:

VOC (Variants of Concern) – são as variantes que possuem grande impacto para a saúde pública global porque causam: “aumento da transmissibilidade ou alteração prejudicial na epidemiologia da COVID-19; OU aumento da virulência ou mudança na apresentação clínica da doença; OU diminuição da eficácia das medidas sociais e de saúde pública ou diagnósticos, vacinas, terapêuticas disponíveis”.

VOI (Variants of Interest): variantes “com alterações genéticas que são previstas ou conhecidas por afetar as características do vírus, como transmissibilidade, gravidade da doença, escape imunológico, escape diagnóstico ou terapêutico; E pode causar transmissão significativa na comunidade ou múltiplos clusters COVID-19, em vários países com prevalência relativa crescente juntamente com o aumento do número de casos ao longo do tempo, ou outros impactos epidemiológicos aparentes para sugerir um risco emergente para a saúde pública global”.

Variantes Sob Monitoramento (Variants Under Monitoring – VUM): são aquelas que “podem alterar geneticamente o vírus e representar um risco futuro. São variantes que ainda exigem novas avaliações para determinar seu enquadramento como VOI ou VOC”. Além das variantes eta, iota e kappa que deixaram o grupo VOI, outras dezesseis variantes estão em monitoramento, mas ainda nominadas apenas com suas siglas científicas (nomenclatura Pango).

 

 
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