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Edição nº 1166 - de 16 de fevereiro de 2022

Edição nº 1166 - de 16 de fevereiro de 2022

Lançamento do livro: “Contas de Saúde na Perspectiva da Contabilidade Internacional

Em evento realizado no dia 2/2/2022 o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e o Ministério da Saúde apresentaram o livro Contas de Saúde na Perspectiva da Contabilidade Internacional (Conta SHA – System of Health Accounts – para o Brasil, 2015 a 2019).

A obra utiliza metodologia Conta SHA, desenvolvida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e apresenta dados sobre gastos e financiamento da saúde no Brasil com o objetivo de mostrar que “o financiamento da saúde no Brasil continua não sendo majoritariamente público, voltado para o SUS”, ainda que a maioria da população tenha no sistema público o único acesso aos serviços de saúde.

A obra revela que o Brasil ainda se baseia em um sistema morbocêntrico, focado em ações curativas, “com menores volumes de financiamento voltados para os cuidados de longa duração e reabilitação”. A atenção curativa concentra 49,8% das despesas em saúde.

Das conclusões apresentadas pela obra, destacam-se:

1- que no período de 2015-2019 o crescimento e o financiamento do sistema privado foi maior do que do sistema público. A participação pública no financiamento do SUS caiu de 44.8% para 42,2%;

2- que em 2019, o gasto per capita brasileiro, ajustado pela Paridade do Poder de Compra ($PPC), equivalia a 77% do menor gasto de países europeus da OCDE;

3- que, na média, pessoas com cobertura de plano de saúde ou que realizam desembolso direto utilizam cinco vezes mais recursos do que a média de usuários do SUS.

4- que os gastos com o regime público chegam a apenas 3,9% do PIB.

5- que medicamentos e artigos médicos são majoritariamente financiados por gastos diretos do bolso das famílias (87,7%).

6- que os governos estaduais tiveram a maior participação no financiamento das internações gerais (47%);

7- que os governos municipais foram os principais financiadores da atenção ambulatorial básica (58% do total das despesas) e da atenção ambulatorial odontológica (53% do total).

Os dados trazidos pela obra permitem comparar despesas entre o sistema público e privado, revelando, com maior transparência, como ocorre o financiamento dos serviços de saúde no Brasil, o que possibilita o incremento das ações de fiscalização e monitoramento.

A publicação poder ser acessada na íntegra por meio do link: <https://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=38910&Itemid=466>

Evento no YouTube: <https://www.youtube.com/watch?v=mYhQw0BU_78>

 
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