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Edição nº 1167 - de 24 de fevereiro de 2022

Edição nº 1167 - de 24 de fevereiro de 2022

A Covid longa e o "cobertor curto" destinado aos municípios.

Dados atualizados (até as 8h21 de hoje) do painel de monitoramento da pandemia provocada pelo vírus Sars-Cov2 no mundo, da Universidade Johns Hopkins, dão conta que 430.053.232 casos já foram registrados e 5.919.845 pessoas já perderam suas vidas. No Brasil foram computados até ontem 28.484.890 casos e 646.419 óbitos, segundo o Ministério da Saúde (MS).

Além dos efeitos imediatos da enfermidade, os municípios passaram a atender inúmeros pacientes com problemas crônicos dela decorrentes, dentre eles cardíacos, neurológicos, dermatológicos e pulmonares. Foi o que se convencionou chamar de “Covid longa” ou “síndrome pós-covid-19”.

No Paraná, em agosto de 2021, o CAOP Saúde Pública/MPPR emitiu o Ofício Circular nº 19/2021-CAOPSAU, que comunicava a existência de orientações da Secretaria de Estado de Saúde (SESA/PR) quanto ao manejo e acompanhamento da síndrome pós-covid, com destaque para o papel das redes municipais de saúde para o monitoramento e tratamento desses casos. O CAOP alertou, na ocasião, sobre a necessidade de a Atenção Primária a Saúde (APS) se preparar para esse desafio sanitário.

O avanço na vacinação gerou redução na incidência de casos graves, já os leves e moderados passaram a lotar as Unidades Básicas de Saúde e Pronto Atendimentos. Sobrecarregadas, as redes locais, que vinham redirecionando investimentos para o enfrentamento da pandemia, vêem-se pressionadas pela complexidade da Covid longa. O MS estima que entre 30% e 75% das pessoas infectadas apresentarão os sintomas persistentes da doença.

Embora o MS reconheça esse aumento expressivo de atendimentos nos serviços, o repasse de recursos aos municípios, anunciado por meio da Portaria GM/MS nº 377, de 22 de fevereiro de 2022, é insuficiente, para não dizer irrisório. Pelo ato, os municípios foram categorizados segundo três perfis e receberão, em parcela única, respectivamente: perfil alto R$ 43.632,00, médio R$ 29.088,00 e baixo R$ 14.544,00. Caberá aos gestores da saúde o difícil papel de bem destinar esse parco incentivo.

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Leia mais sobre o tema na edição nº 1145, de 3 de setembro de 2021, do Correio da Saúde.

 
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